Mais educação na hora de comer

O desperdiço de alimentos vem se agravando de maneira espantosa, desde a colheita até a hora que são servidos a mesa. Já existem programas que atuam para distribuir parte desses alimentos para unidades filantrópicas.
De acordo com a nutricionista Mafalda Behing, formada ela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), “o brasileiro é muito mal-educado quando se trata de alimentação, ele desperdiça muito”. Ela diz também que as pessoas desperdiçam partes que poderiam ser aproveitadas, como cascas de verduras, de ovos e talos de hortaliças; que pela má-educação alimentar são, na maioria das vezes, rejeitadas sem necessidade. Mafalda cita o livro “Boas Formas para se Evitar o Desperdício”. A Publicação trata do aproveitamento dessas partes do que é descartado para a lata do lixo substâncias de valor nutricional alto.
Mafalda traz dados de que uma pessoa precisa consumir diariamente, em média, dez gramas para cada quilo corporal. Uma pessoa de 70 quilos precisaria então, ingerir 700 gramas de alimentos. Por esse cálculo, o volume de alimentos jogados fora no Ceasa, daria para alimentar 28 mil pessoas todos os dias. “Se levarmos em consideração que as pessoas se alimentassem apenas de frutas e verduras”.
Josiel Siqueira, diretor da Divisão Técnica da Ceasa, diz que em media são recebidas duas mil toneladas de alimentos por dia no local. O desperdício corresponderia a 1% desse total. Parece pouco, mas o percentual equivale a 20 toneladas diárias. Siqueira diz que os alimentos que saem da Ceasa não tem controle laboratorial interno. Não se sabe se existem alimentos com altos índicies de produtos tóxicos, ou infectados com vírus ou bactérias prejudicais a saúde. Se um lote doente entrar, poderá contaminar parte ainda maior de alimentos, aumentando o desperdício.

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